Road trip 3 (I)

Road trip 24 e 25/05 – Huesca, Pamplona, Logroño e Saragoça.

Como não estávamos em condição de caminhar devido à um acidente que eu tive com um vidro, resolvemos fazer uma viagem de carro mesmo, para não ficarmos muito parados. Como já havíamos avançado nas regiões próximas da França e também até Tarragona, o destino mais óbvio desta vez foi seguir para Oeste, conhecendo as províncias vizinhas de Aragão, Navarra e La Rioja.

O planejamento foi meio de surpresa, feito de um dia pro outro, mas acho que nós estamos ficado bons nisso, porque mesmo assim a viagem foi surpreendentemente boa, apesar do calor escaldante que enfrentamos…

Saímos em torno das 5h30 de casa e pegamos a estrada direto para Huesca, passando por Balaguer. Ali vimos algumas construções que merecem ser visitadas em outra hora, como igrejas e ruínas que, pra variar, ficam no topo de colinas.

Chegamos em Huesca ainda cedo e demos uma volta a pé pela cidade. A universidade pareceu bem movimentada, e acaba atraindo muita vida jovem para o centro da cidade. A catedral é imensa e feita de uma pedra marrom, porosa, que parece se desgastar com o tempo. Outras construções na cidade são com o mesmo material, e elas ficam com pedaços da pedra faltando, principalmente na parte mais baixa, onde a água provavelmente pega mais… O prédio da prefeitura é bastante impressionante também, e no geral a cidade me pareceu muito tranquila.

Saímos de Huesca em direção norte, passando por um pequeno vale onde está localizada a cidade de Jaca. É claro que pensamos mil vezes em como fazer o trocadilho de enfiar o pé na Jaca, mas no final resolvemos não provocar muito. Isso porque a cidade possui uma presença militar fortíssima, pela sua posição altamente defensável, pela fronteira que faz com a França e provavelmente também porque é um lugar de natureza incrível e algum general de bom gosto resolveu morar ali.

A cidade tinha uma aura de tranquilidade e vida familiar, com conjuntos habitacionais muito simpáticos e aparentemente baratos (ficamos um tempo olhando a imobiliária, como de costume!), mas a falta de variedade de estilos nos jovens (coisa muito comum na Espanha de maneira geral) somado à presença frequente de policiais me fez achar tudo muito artificial e, de certa forma, assutador. A cidade é em si muito bonita, mas preferimos sair de lá um tanto quanto rápido.

Seguimos a viagem para o oeste, e eventualmente passamos em uma represa muito bem cuidada, onde algumas vans de acampamento estavam estacionadas. Isso alimentou ainda mais nossa vontade de fazer isso também o mais rápido possível. Logo depois encontramos ruínas de uma vila romana, imensa e até que bem preservada. Havia baias para os animais, termas e uma ponte que infelizmente já caiu, mas que fica em um cenário de filme de fantasia, cruzando o final de um desfiladeiro.

(Parte II – Pamplona, Logroño e Saragoça na próxima sexta aqui no blog!)

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Huesca

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Jaca

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Refresco pro Picot na estrada, saindo de Jaca

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Ruínas romanas

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Se vocês repararem bem, ali na ravina, há uma ponte romana quebrada. Aliás, que ravina maravilhosa! 

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Detalhes da ruína romana. Daí seguimos para Pamplona (ponto altíssimo da viagem!) que vocês podem acompanhar semana que vem no blog! 

Lembrando que as demais fotos e os vídeos estão disponíveis na página do Facebook Blog da JuReMa !

Road Trip 3 – Pallars Sobirà

Mais uma vez aproveitamos os trâmites burocráticos para viajar um pouco mais! Desta vez tínhamos que passar por Lérida (LLeida para os íntimos), e na volta pegamos a estrada que subia por Pallars Jussa e Pallars Sobirà, nossas províncias vizinhas. Uma ideia de última hora, e mesmo com a falta de planejamento, conseguimos aproveitar bem.

Nossa primeira parada da volta foi na cidade de Camarasa, onde uma ponte de pedra desabada sobre o rio Segre justifica ainda mais a minha escolha de um rio preferido. A água verde semi transparente em oposição às encostas do outro lado do rio fazem um cenário maravilhoso pra passar uma tarde ali e, de repente, até nadar um pouco. Mas não estávamos no luxo de gastar tanto tempo assim…

Seguimos até a a represa de Camarasa, pouco acima, e paramos novamente para apreciar a vista. O represamento nas províncias do norte da Catalunha iluminam o estado todo com as hidrelétricas, e as províncias de Pallars se sobressaem nessa tarefa. A criação dos lagos artificiais não parece destruir muito da natureza no entorno, já que a água se acumula na própria garganta que os rios de montanha tendem a criar. Mas ainda é assombroso perceber os desníveis que as estradas tem que percorrer para alcançar a altura das represas.

Paramos um pouco mais a frente de novo para ver as ruínas de uma antiga vila, La Maçana. Toda a minha fascinação com ruínas foi satisfeita ali, foi possível ver um antigo porão, sacadas, cemitério e capela, além de poder fazer uma boa aproximação das estruturas, o que geralmente os espinheiros não permitem… O Picot se mostrou um bom explorador, bastante ágil e cuidadoso, se assustando só um pouco quando eu derrubei algumas pedras.

Nossa próxima parada foi em La Baronia de Sant Oisme. Esse lugar curioso é uma pueblo em uma montanha na curva do rio. Não parece ter muitos habitantes permanentes, mas as casas reformadas do pessoal com grana que deve viver em Lleida ou Tremp estão realmente muito arrumadas e em um lugar privilegiado. Há, na ponta da cidade, um tunelzinho por baixo das casas e uma espécie de arco de pedra, visível da estrada. Junto com a torre ao lado, formam uma vista impressionante para um lugar tão pequeno. A torre é aberta e não proporciona uma visão tão melhor assim, mas certamente é bastante divertido subir, menos pro Picot, que subiu um pouco estimulado, um pouco empurrado. Na saída da cidade, passei pra comprar umas batatas fritas no restaurante/hotel beira de estrada e tive uma surpresa ao descobrir que a atendente não só era brasileira, como era do Tocantins. Achei curioso!

Paramos na beira de uma ponte depois disso para ver um túnel escavado na pedra, com algumas “janelas” para a represa ao lado. Só uma curiosidade, mas ficamos atraídos pelo local. Passamos reto logo depois por Tremp, capital da comarca de Pallars Jussa, mas paramos em seguida em Talarn para ver uma fortificação antiga e uma cidade simpática e bem cuidada. Vale encostar e dar uma olhada, e dali a vista para uma das represas é privilegiada.

Decidimos então parar de encostar em cada cidadezinha, pois não tínhamos muito tempo, e fomos direto pra Sort, que não deixa de ser também uma cidadezinha, mas um pouco menos inha. Sort tem um foco em ecoturismo, pois tem muito mais lojas de caiaque e alpinismo do que seria comum em um povoamento com pouco mais de 2000 habitantes. O rio tem uma correnteza forte, todo marcado para provas aquáticas, e os parques são muito bonitos, mas não permitem a entrada de cachorros, não entendi o motivo… Rodamos um pouco e logo pegamos a estrada para La Seu, que atravessa uma cadeia de montanhas, passando pela vila mais alta da Catalunha, a 1600 metros e uns quebrados. a vila se chama Rubió, por causa das pedras avermelhadas que compõe as montanhas em volta e que deixaram a Ju como uma criança com lápis-de-cor novos! A estrada toda tem vistas deslumbrantes, e em alguns locais há como parar o carro para apreciar a vista e fazer um piquenique. O único problema é a quantidade de curvas, que deixa qualquer um tonto.

Chegamos no final do dia em La Seu, o que foi bom para aproveitar a vista da estrada toda. Iremos mais vezes pra lá, pois faltou muita coisa que estava em nosso roteiro…

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Rio Camarasa

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Represa do Rio Camarasa

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Ruínas de La Maçana

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La Baronia de Sant Oisme

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Túnel com janelas

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Talarn

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Sort

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Road trip 2 – Tarragona

Aproveitamos que teríamos que ir até Barcelona buscar uns papéis traduzidos (que no fim não serviram pra nada, mas é outra história…) e alongamos a viagem até a cidade de Tarragona. A ideia já era um pouco antiga, mas aguardávamos uma boa oportunidade, que finalmente veio. Saímos cedo de La Seu e seguimos até Cornellà de Llobregat, onde eu e o Picot ficamos aguardando a Ju ir até Barcelona buscar os tais papéis. Dali, pegamos a estrada para Sudoeste, beirando a costa até chegarmos ao nosso destino.

Tarragona é uma cidade bem menor do que eu esperava (tem 130.000 habitantes), mas possuí uma história marcante. Foi uma cidade romana importantíssima, capital da maior província hispânica de Roma. Contava com anfiteatro, circo para corrida de bigas, um forte para a administração da cidade, termas, fórum, muralhas, um porto e aqueduto, Ufa. Uma parte significativa dessa estrutura sobreviveu parcialmente ou com algumas modificações posteriores, lembrando que a cidade foi ocupada por mais algumas civilizações depois dos romanos, como visigodos, por exemplo.

Fizemos na tarde de sábado um passeio acelerado pela cidade, reconhecendo seus principais pontos, depois de uma ajuda amigável do atendente do hotel. Passamos pelo centro romano, pela rambla nova (onde comemos um crepe maravilhoso!) e pela praia. Essa última, curiosamente, fica bem isolada da cidade, não só pela geografia, que faz uma subida abrupta até o platô onde a cidade está construída como também por uma linha de trem que passa próximo à costa e impede o fácil acesso. O Picot achou as ondas bastante assustadoras, mas aparentemente achou também a água do mar saborosa e depois disso esgotou nosso estoque de água doce para aliviar a sede. Vimos as muralhas e o seu interior, com uma catedral imensa, na qual não entramos por falta de tempo e disposição para pagar e ver mais uma igreja. Vimos também uma procissão que não descobrimos se era a favor ou contra a igreja (como uma paródia) e acho que nunca descobriremos…

No domingo, nos revezamos nos cuidados do cachorro enquanto o outro visitava os museus mais marcantes da cidade. Vimos o que sobrou do circo, além da torre del pretori, o museu de arqueologia e a necrópolis. O circo e a torre são interligados, e podem ser visitados tranquilamente em 1h. A vista de cima da torre e de dentro dos túneis do circo dão uma ideia da capacidade da engenharia romana e até onde iam pra dar a diversão para os cidadãos (cidadão feliz é cidadão que não se rebela!). O museu arqueológico dá uma boa noção de como era o dia-a-dia na pólis. Há mosaicos, ancoras, ânforas, potes de todos os tipos e tamanhos, estátuas, fontes, moedas (amei aprender sobre o sistema monetário romano!) e por aí vai. O tempo de visita aqui dependerá da dedicação à leitura das placas.

A necrópolis fica mais isolada. Nós vimos os restos do que foi uma terma, além dos diversos tipos de túmulos e uma cripta. Há um esqueleto inteiro de um soldado romano, e é possível reparar como eles eram baixos. Os romanos tinham o hábito de montar seus cemitérios na beira das estradas, próximo às cidades. Eu achei meio mórbido, mas a relação deles com a morte parecia bem diferente do que o cristianismo impôs depois. Inclusive, aqui parece que foram enterrados os três primeiros mártires cristãos da cidade, o que a igreja parece ter usado extensivamente depois como propaganda.

O Aqueduto fica mais afastado, uns 4 km do centro. Há um parque bastante agradável, com trilhas e espaço para piqueniques. E de repente, se ergue aquela coisa de pedra, parada ali há 19 séculos. O tamanho impressiona, e a funcionalidade também, já que ele tinha uma inclinação levíssima, especialidade romana visando trazer água limpa cada vez mais de longe ao longo de seus territórios. Há uma citação de um romano que eu achei sensacional, sobre os aquedutos, e que bate com a opinião de Voltaire sobre o mesmo assunto. Dizia o tal Frontinus: “{…}com tal arranjo de estruturas indispensáveis carregando tanta água, compare, se te apraze, com as ociosas pirâmides ou os inúteis, porém famosos trabalhos dos gregos.” Fica a reflexão utilitarista.

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Muralhas de Tarragona

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Parque ao lado da entrada da Muralha

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Um pouco do charme das ruas

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Catedral

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“Procissão” 

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Ruínas no que hoje é uma enorme praça

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Ruínas da Casa do Judeu

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Museu de Arqueologia 

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Picot

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Torre del Pretori

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Anfiteatro

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Forte

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Vista da praia 

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Circo

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Torreta dels Monges

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Túneis abaixo do circo

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Túnel de conexão do Circo com a Torre

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Na época medieval a cidade cresceu dentro das antigas ruínas romanas, e hoje estão muito próximas e interligadas 

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Vista do alto da Torre

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Aqui é possível ver bem como a cidade cresceu dentro das ruínas romanas

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Museu de Arqueologia

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Necrópolis

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Termas

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escadas pra cripta

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Entrada da cripta

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Escavações da Necrópolis

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Mensagem ao “viajero” no parque que dá acesso ao Aqueduto

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Aqueduto Romano, de pé a cerca de 1900 anos

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Humana e cachorro pra perspectiva

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Parte superior do Aqueduto, por onde a água vinha

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Só a humana pra perspectiva dessa vez

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Road Trip 1 – Parte 2

Road Trip 1 – Parte 2 – 16/02 a 19/02

Languedoc-Rousillon / Empordà / Girona

Dando prosseguimento ao relato de nossa viagem, conhecemos na manhã do segundo dia Perpignan. É uma cidade historicamente catalã, mas que em uma das muitas guerras foi cedida para a França, junto com a região em volta, o tal Rosilhão. Os catalães chamam também de Catalunya nord, ressaltando os laços culturais, mas por lá não vimos nenhuma “Estelada”, a bandeira independentista catalã, que abunda nos territórios sob domínio espanhol. Perpignan tem um lindo passeio ao longo do rio Basse, passando pelo centro histórico. O rio Tet, muito maior, divide a cidade não só fisicamente, mas também em estilo e aparentemente idade das construções. Há uma catedral imensa que, diferentemente das de Figueres, Girona ou mesmo de La Seu, é bastante iluminada e colorida (a torre me lembrou o Castelo Rá-Tim-Bum…). Destaca-se também nessa cidade um imenso forte que foi amplamente reformado durante sua história, devido as mudanças constantes de domínio sobre a cidade. É possível ver pelo menos 2 tipos diferentes de construção de pedra, além de trechos imensos de tijolos. A vista de cima do forte eu diria que é impagável, mas a entrada custa 4 euros, o que é bem pagável… O forte tem relação com algum palácio de Maiorca, pois houve um rei que teve os 2 territórios como domínio, mas a cidade trocou muitas vezes de mão, por diversos motivos, então é muito difícil mesmo descrever a cultura local em poucas palavras.

Saindo de Perpignan, seguimos sentido sudeste, chegando até as praias já quase na divisa com a Espanha. Paramos por um bom tempo em Port Vendres uma cidade muitíssimo charmosa, (*tipo Mônaco*) sem o problema de ter que lidar com ricaços. De fato, a cidade parece destino daqueles que realmente gostam de navegar mas só tem barcos pequeninos, além de aposentados. A marina da cidade possui uma grande quantidade de pequenas embarcações, mas poucas grandes e luxuosas. As construções são simples, mas bem preservadas, e também mantém um estilo coeso entre si. Demos uma boa volta pela cidade, até chegar a umas ruínas de fortes e bunkers na encosta de um penhasco. Além dos confrontos com a Espanha, ali também teve presença alemã na 2° guerra. Definitivamente um excelente lugar pra passar uma tarde despreocupada!

Seguimos a estrada passando por algumas outras cidades costeiras. Todas aqui seguem o padrão de além do litoral, por também estarem incrustadas nas montanhas, no trecho final dos Pirineus. As estradas são todas muito estreitas e os franceses dirigem assustadoramente mal por ali, mas a vista compensa. Eventualmente chegamos de volta a Catalunha, onde a gasolina é muito mais barata, mas não se encontra crepes de nutela… Na divisa, há um pequeno obelisco franquista, construído para marcar a vitória de seu golpe. Os catalães jogaram tinta vermelha no “monumento”, mas eu achei que ainda foi pouco… Por ali passaram muitos refugiados republicanos quando Franco tomou a Catalunha, tendo a França acolhido eles. Alguns inclusive lutaram pela França na segunda guerra, levando a Estelada para a batalha contra os nazistas. Claro, isso era proibido pelo governos francês, assim como outras línguas que não a oficial, mas catalães parecem não se preocupar com esses detalhes.

Seguimos pelo litoral até Cadaqués uma cidade absolutamente maravilhosa para se ver a distância, mas horrível para entrar. O cenário litorâneo e com construções todas brancas é magnífico, mas as ruas são todas muito estreitas e infestadas de carros. São pouquíssimos os pontos para se parar o carro fora da cidade e menos ainda para se parar dentro. De qualquer maneira, merece uma visita, principalmente para quem gosta do estilo da cidade de Paraty. Fomos até a vila de pescadores onde a Família do Salvador Dalí tinha uma casa. Lá tem um museu bem caro pro tamanho dele, e nós preferimos só ver de fora mesmo. Fomos a uma praia pequenina ali perto e quando criamos coragem para entrar na água gelada, percebemos que o mar estava infestado de águas vivas. Daí então mudamos nossos planos e fomos até um bairro com uns casarões no entorno da cidade e ficamos um bom tempo sentados assistindo ao mar se chocar contra os rochedos. Destacou-se nessa cidade uma “rua” com um rio no meio, que nos deixou muito confusos. Havia água correndo em quantidade no meio do caminho concretado, mas também haviam carros estacionados em volta. Sem saber se era uma rua alagada ou um canal quase vazio, resolvemos sair rápido dali.

Chegamos a Figueres no final do dia, desta vez com uma pousada agendada. *A pousada, chamada Don Pepe, é uma pequena hospedaria de um casal muito gentil, que vive no piso superior e aluga os quartos do piso intermediário. Por fora não daria nada pelo local, uma sobreloja numa avenida movimentada no perímetro da cidade, mas ao entrar nos deparamos com um local muito aconchegante, limpo, arrumado e confortável! Dormimos muitíssimo bem e aproveitamos os banhos quentes! Recomendo pra quem quiser se hospedar em Figueres. O preço é excelente e é possível reservar pelo booking.com, inclusive pelo app (http://hostaldonpepe.com/). Além disso está próxima da Decathlon local e de restaurantes mais baratos de rede, para os que preferem.*  Depois de um bom e necessário banho, andamos até o centro da cidade para ver a catedral e alguns marcos na frente do museu Dalí, que estava fechado pelo horário já. Figueres é uma cidade que eu acho bastante curiosa. Se situa entre as montanhas e o mar, então há opções para todos os gostos! Também é pequena sem ser provinciana, e a presença do Dalí certamente contribui demais para isso. É bastante quente, mesmo agora no inverno, mas quem está ali e deseja esquiar pode obter isso com algumas poucas horas de estrada. Uma excelente cidade para os amantes de surrealismo e natureza!

No terceiro dia da viagem, descansados e revigorados pela boa noite de sono, resolvemos nos desgastar de novo logo pela manhã! Seguimos pra vila de Albanya, encravada no vale do rio Muga, e de lá pegamos uma estrada de terra até o começo da trilha para Sant Joan Bossols (Mussols em algumas versões). Dali, foram uns 40 minutos de subida por uma trilha com muita pedra solta até chegarmos na igreja. A vista de cima do cume é bastante ampla, podendo ver, em dias limpos, Figueres tranquilamente, apesar dos mais de 20 km de distancia em linha reta. Ficamos um pouco ali apreciando a paisagem e a antiga construção de pedra em um lugar tão ermo. Dali, seguimos para a encosta do rio Muga, mas a água fria e a correnteza forte impediram de até pensar em nadar.

De Figueres seguimos direto para Girona, onde vimos as impressionantes construções do centro velho. É um distrito construído numa encosta, com direito a uma catedral de proporções absurdas, uma extensa muralha com torres em intervalos regulares e jardins muito bem cuidados. As construções, todas de pedra, somadas a falta de qualquer presença de cor, faz com que a região pareça sinistra. Ainda assim, é tudo muito imponente. Seu rio, o Oñar, é bastante limpo, e as pontes notáveis e os prédios construídos sobre as margens criam um cenário delicioso para um passeio. Girona é uma cidade de extrema importância cultural e histórica para a Catalunha. Suas muralhas, por exemplo, são da época carolíngia, e seu bairro judeu é um dos mais preservados da Europa. Aqui encontramos os amigos que foram o motivo original da viagem. Mas pelas circunstâncias, cada um voltou a seu próprio local para dormir. *Nós ficamos num hostel com infra estrutura muito boa, no centro velho de Girona, por preço imbatível. Ele faz parte de La Xarxa Nacional d’Albergs Socials de Catalunya (XANASCAT – https://www.xanascat.cat/), uma rede catalã muito interessante. O esquema é de hostel, com beliches e banheiros compartilhados, mas conseguimos um quarto apenas para nós dois.* 

No quarto e último dia seguimos todos para o litoral, passando por L´Estartit, onde almoçamos e passeamos pela marina da cidade, e depois indo até Begur, também no litoral, mas mais montanhosa. Ali subimos até uma pequena fortaleza no topo de uma colina, onde uma vista privilegiada para o mar aguardava, além de uma imensa e tremulante Estelada! Foi um dia mais tranquilo, mais focado nas refeições e nas conversas do que os anteriores e a volta nos tomou um tempo bastante longo, mas ainda assim foi uma viagem muito enriquecedora em todos os sentidos.

(*observações da JuReMa!As legendas das fotos também são by JuReMa)

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Perpignan

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Rio Basse

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Rio Tet

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Torre da Catedral

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Catedral

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Vista do forte

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Vista do Forte

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Forte

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Forte

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Forte

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Port Vendres

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forficações em ruínas

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Bunkers

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Cadaqués

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Vila onde está o Museu Dalí (casa onde ele viveu)

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Museu Casa Dalí

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Figueres Museu Dalí

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Albanya – Bifurcação próxima ao início da trilha, perto de onde deixamos o carro

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Ponto onde saímos da estrada pra entrar na trilha em subida abrupta.

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Igreja de St Joan de Mussols

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Ruínas de outra igreja, já próxima ao Rio Muga

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Rio Muga

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Girona

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os jardins são muitos e lindos

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parte de trás da catedral

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catedral

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vista de cima da muralha

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muralha

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L’Estartit

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Crédito da foto: Lívia Andrade

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Crédito da foto: Lívia Andrade

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Vista da subida pro forte de Begur

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Igrejinha no caminho – Sant Ramon Nonat

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Vista do alto da fortificação

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Estelada

Road Trip 1 – 1ª Parte

Languedoc-Rousillon / Empordà / Girona -16/02 a 19/02

Fizemos finalmente a nossa primeira grande viagem de carro! Por grande, quero dizer mais de 2 dias na estrada. Temos planos pra viagens muito maiores, é verdade, mas como somos razoavelmente precavidos, estamos fazendo uma série de pilotos com relação a equipamento, planejamento, estrutura a ser utilizada e por aí vai. Dessa vez, testamos a disponibilidade de banheiros e wifi nas estradas (obrigado, McDonalds!), dormimos uma noite no carro e descobrimos um pouco mais sobre como evitar pedágios (depois de pagar 5 euros para andar 50 min…). A ideia é estarmos sempre aprendendo alguma coisinha para aproveitar na próxima viagem, podendo então ficar mais tempo, conhecer mais lugares, com menos gastos e mais conforto.

Para a estréia, aproveitamos que alguns amigos iriam para Girona no domingo e saímos de casa na quinta. Marcamos alguns pontos no mapa para uma rota circular e juntamos nossas coisas, entre roupa, comida e equipamentos em geral (quem sai de casa sem uma lanterna ou uma luneta?). Começamos pelo “estado” francês de Languedoc-Rousillon, “comarcas” de Pyrénées Orientales e Aude, e depois passamos para Empordà e Girona, de volta a Catalunha.

Começamos a viagem seguindo para a estrada que vai até Puigcerdà e de lá passando para Bourg-Madame, já na França, nos Pyrénées Orientales, mas só uns 20 metros. Uma pausa pra foto na beira do rio Segre, meu rio favorito, e seguimos viagem. Chegamos até Mont Louis e tivemos que fazer uma parada não planejada. De repente, uma muralha gigantesca de um forte em formato de estrela surgiu na nossa frente! Entramos na cidade, onde existe um batalhão do exército francês pronto pra bater em retirada em caso de emergência. A cidade é bem bonitinha, e a altitude dela faz com que a neve seja muito mais frequente, dando um ar bem charmoso. Só achamos que poderia ser mais bem cuidada e ter algum vendedor de crepes de nutella mais acessível. A viagem continuou até a beira do lago Matemale, onde alguns chalés se amontoam frente a uma vista incrível. Fizemos a promessa de voltar no verão para ver o lago descongelado.

Depois disso passamos para a província de Aude, que começa no aprofundamento do vale do rio com o mesmo nome. Quando digo aprofundamento do vale, é de verdade. A estrada serpenteia para um buraco gigantesco, do fundo do qual é realmente difícil ver o sol. As encostas são forradas de coníferas, o que sombreia ainda mais a região. Eventualmente chegamos em uma vila chamada Carcanières les bains, um distrito de Carcanières junto ao rio. A primeira vista a cidade pareceu incrivelmente linda. Há uma ponte que passa a poucos metros de uma cachoeirazinha, enquanto o rio que divide a cidade corre por entre as casas. Mas nossa impressão se mostrou falsa…

Paramos o carro na beira da estrada e saímos a pé para apreciar. Rapidamente um cachorro apareceu pedindo carinho, mas do nada mudou de ideia e tentou me morder. Logo, vimos um cartaz na parede de um prédio que anunciava um exorcista, médium e vidente, atendendo com hora marcada, ali mesmo. Rimos, achando graça da situação. Então percebemos que a esmagadora maioria das janelas da cidade estava fechadas. A única vitrine aberta no térreo tinha anões de jardim com sorrisos macabros empilhados junto à plantas que precisavam ter sido podadas anos atrás. As casas da cidade se concentravam do outro lado do rio, e as pontes de pedestre para alcançá-las estavam todas fechadas com portões e cadeados de tamanhos consideráveis. O bar da cidade, visível da estrada, tinha cara de estar abandonado já a tempos. Subimos para a tal ponte já descrita e de lá foi possível ver do outro lado do rio, sobre um pico, uma grande cruz meio que improvisada. Aquele era um dos poucos lugares onde batia sol na cidade… Rimos de novo, dessa vez de nervoso, e na volta pro carro, que fizemos sensivelmente mais rápida do que a ida, percebemos que a igreja tinha grades imensas na porta, fechando a passagem permanentemente. Ficamos na dúvida se era pra evitar que as pessoas entrassem ou se era pra que o que estivesse lá dentro não saísse…

Seguimos viagem o mais breve possível e logo estávamos em Carcassonne. Talvez o local mais bonito e amigável de toda a viagem. A cidade tem um castelo que, segundo a Ju, é o castelo da imaginação das crianças. Eu aproveitei a dica e defini como “castelo de Platão”, o castelo das ideias, e todos os castelos do mundo são cópias imperfeitas dele. Esse castelo tem ponte elevadiça, muralhas duplas com crenelação, torreão, uma vila interna, fosso. Não falta nada! Claro que a vila hoje se especializou em restaurantes e lojas de suvenir, mas comemos um bom crepe de nutella com um vendedor bastante simpático (não ganha do crepe da marmota, em Font Romeo, mas acho que nada ganha…). Passeando pelo centro moderno, comemos um panini de nutella também. Me pergunto por que isso não vende no mundo inteiro. O rio Aude cruza a cidade, já mais amplo e com um parque margeando, deixando o cenário ainda mais completo.

De Carcassonne fomos para Narbonne, onde demos um passeio noturno. A cidade, já bem mais próxima do mar, tem um canal estreito atravessando o centro histórico. Esse canal não é muito agradável, mas as construções em volta compensam essa falta de charme. Na praça central há uma escavação que expõe um trecho da via Domitia, uma estrada que ligava os territórios romanos, indo da atual Suíça (ou perto) até a Espanha. Incrível o que esses romanos deixaram espalhados por aí. A cidade também tem uma catedral que é absolutamente gigantesca, mas estava fechada durante a nossa passagem noturna… Fomos ainda na mesma noite até Perpignan, onde dormimos no carro mesmo, e assim acabou o primeiro dia de viagem.

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Muralha de Mont Louis

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Carcanières Les Bains

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Detalhe dos portões e grades nas pontes de acesso às casas

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Tudo abandonado…

 

 

 

 

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E frio!

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Carcassonne

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Cidadela dentro da muralha, hoje com restaurantes e lojinhas 

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Vista da cidade, de cima da Muralha 

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Rio Aude

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Panini quentinho com nutella derretida! (Do crepe nem deu tempo pra foto!)

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Narbonne

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A Catedral é realmente imensa

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Fonte da Praça Central

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Via Domitia (trecho original romano)

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