Dicas de Road Trip – Pegando a estrada

Sei que o André já está comentando bastante sobre as dicas relativas a viagens de carro nos posts sobre viagem dele, mas considerando a última que fizemos, acho que o tema merece um post próprio focado em dicas práticas sobre o tema.

Desde que tenho carteira faço viagens de carro, sempre fiz o trajeto Brasília-Pirenópolis várias vezes ao ano, e depois, com a mudança pra São Paulo, fiz BSB-SP algumas vezes, além de várias outras mais próximas da capital paulistana, como idas a Paraty, Trindade, Campos do Jordão, Monte Verde, São Francisco Xavier e outras.

Quando viemos morar na Espanha, um dos debates foi: ir para uma cidade maior (como Barcelona) e viver de transporte público, como fazíamos em SP, ou pro interior e ter carro? Essa discussão foi revisitada por muito planejamento financeiro e também pelos nossos objetivos. Como estamos trabalhando pela internet, o local de moradia não era definitivo, e depois de muitas contas na ponta do lápis, percebemos que valia mais a pena, pro nosso perfil, procurar um aluguel baratinho, nas montanhas e ter um carro para os deslocamentos fora da cidade (que dá pra atravessar a pé em 8 min). Isso facilitou muito nosso acesso às trilhas de montanha, e paisagens naturais escondidas, além de nos proporcionar as viagens de carro, que acabam saindo por um custo bem mais baixo que se fizéssemos de trem ou ônibus.

Essa discussão aliás, foi muito bem tratada pela Mari e pelo Plácido do Livre Partida, nesse vídeo aqui sobre Mochilão X Overlander (o termo usado para quem viaja de carro), e eu fortemente recomendo que assistam e pensem na reflexão deles. Nós, assim como eles, preferimos estar em meio a natureza, e aproveitar a viagem de forma menos tradicional, mas longe dos centros urbanos e dos pontos turísticos tradicionais, e conhecendo trilhas e lugares mais distantes e com isso a road trip se torna a opção mais viável.

Outra questão, a respeito da viagem de carro, é que sempre existem duas opções: pegar as rodovias expressas ou vias alternativas. As autopistas são mais bem pavimentadas, com velocidade mais alta (entre 110 e 130 km/h na maior parte das vezes) e também geralmente pedagiadas (na Espanha os pedágios são mais raros e menos caros, na França são comuns e mais caros, mas bem sinalizados com vias alternativas sugeridas, na Itália todas as rodovias são pedagiadas, os pedágios são muito caros e as vias alternativas não são sinalizadas). Um momento que nos assustou muito na Itália, foi que para cruzar os Alpes, de Aosta para Chamonix, passando ao lado do Mont Blanc, o pedágio do túnel, apenas do túnel, é de $45,00 euros!!! Existe a opção de passar pelo Col (como a maioria dos portos de montanha e picos são conhecidos – embora um italiano nos tenha corrigido para Piccolo – e aí é de graça, embora mais lento, por St. Bernard.

As vias alternativas às vezes são muito pequenas e estreitas, e em algumas de montanha não dá pra passar dos 40km/h, mas outras vezes são boas estradas de mão dupla, nas quais é possível chegar entre 80 e 100km/h. Eu confesso que prefiro mil vezes dirigir nas vias alternativas do que nas autopistas! Nas autopistas não consigo ver nada da paisagem por conta da velocidade e a tensão ao volante é bem maior, já que os carros tendem a ir em velocidade bem mais alta e as ultrapassagens não param, e os ombros acabam bem mais cansados de manter um carro pequeno nos eixos a essa velocidade. Além disso têm os pedágios, que variam de $2,00 a $40,00 dependendo do trecho e do país. Na França pegamos dois trechos longos, entre Annecy e Lion por cerca de $19,00 euros e depois um de Lion a Brive la Gaillard, por cerca de $16,00 euros, o que encarece bastante a viagem.

Nas pequenas, além de evitar o pedágio, eu consigo ver melhor a paisagem, encostar o carro para apreciar uma paisagem, e as saídas para pequenas cidades encantadoras, para comer algo ou usar o banheiro se tornam muito mais fáceis e acessíveis. E o estress com a direção diminui muito. O tempo é mais longo, mas caso você não tenha pressa, eu acho que vale a pena.

Passados esses temas do tipo de via e do pedágio, outro tópico é a gasolina. Aqui na Europa é possível comprar uma variedade de carros pequenos à diesel, mas, infelizmente, acabamos comprando nosso Ka a gasolina. O diesel é subsidiado e bem mais barato. O preço de todos, diesel ou gasolina, tende a variar de um posto para outro (convém reparar na marca do posto e traçar um paralelo, pois de um país para outro a marca cara pode ficar barata e vice-versa), e o preço por país. Aqui na Catalunha o preço da gasolina não passa de $1,20/L e às vezes conseguimos por menos $1,10, $1,15, com facilidade. Na França encontramos em torno de $1,30, às vezes $1,40 e na Itália era quase impossível conseguir por menos de $1,50/L, e isso encareceu bastante a road trip por lá. Outro item relevante é a região dentro de cada país. Locais mais ermos e montanhosos, especialmente próximos de estações de ski, ou lugares excessivamente turísticos, que atraem um público mais disposto a gastar, a gasolina tende a ficar mais cara.

Para fazer road trips é essencial ter dinheiro em notas e moedas, o famoso cash, pois muitos dos pedágios e dos postos só aceitam essa forma de pagamento. Muitos até dizem aceitar cartão, mas na hora do vamos ver não é bem assim, a máquina de cartão às vezes está fora do ar, ou o cartão simplesmente não passa, então pra não ficar na mão, tenha em espécie. Os pedágios e os postos costumam aceitar todas as moedas, menos as de 1 e 2 centavos (que pelo peso muito leve não são computadas pelas máquinas) e não dão troco para notas acima de $50,00 euros. De preferencia, tenha moedas de $0,10, $0,20, $0,50, $1,00 e $2,00 e notas de $5,00, $10,00 e $20,00. Assim você estará seguro!

Pros brasileiros acostumados a frentistas, o ato de colocar gasolina pode ser um desafio. Te garanto que colocar a gasolina no tanque é fácil, é só apertar o gatilho da bomba e dar um tranco se ele parar antes de encher. O difícil é pagar! Cada posto é de um jeito: pós-pago, pré-pago, só cartão, só espécie, na bomba, no caixa, varia muito. Estude com calma suas opções antes de tentar por o combustível. Alguns postos dão mais de uma opção, inclusive alguns da Itália tem bombas com frentista e outras self-service, e as com frentista possuem preço mais alto.

Outro detalhe são as cores das placas. Geralmente placas de fundo branco e letras pretas sinalizam pequenas cidades. Placas de fundo azul ou verde com letras brancas indicam as grandes cidades e as autopistas. Mas a sinalização engana. Na Espanha e na França as placas verdes tendem a ser não-pedagiadas e as azuis em geral possuem pedágio, na Itália é o contrário, verdes com pedágio e azuis não. Isso confunde bastante. Também, dependendo do trecho que você pegue da autopista, pode escapar do pedágio. Um bom truque e fazer o mapa no google maps selecionando a alternativa: evitar pedágios. Eu sempre prefiro salvar o mapa offline e tirar umas fotos dele, pois nem sempre na estrada há sinal. Não sei se confunde mais ou se ajuda, mas na Wikipedia é possível achar uma tabela comparativa dos sinais de trânsito europeus em diversos países. No site Auto Europe também é possível encontrar muita informação útil.

Para poder dirigir na União Européia, sendo brasileiro, basta que você tenha uma carteira de motorista brasileira válida, e solicite sua habilitação internacional, que é solicitada junto ao Detran da mesma cidade de origem da sua habilitação, mediante pagamento de taxa, mas sem necessidade de exame ou prova. A validade da habilitação internacional é a mesma da nacional.

Por fim, o tópico estacionamento é relevante! Existem claro, os parkings pagos, com catraca, iguaizinhos os brasileiros, e o preço varia muito de local pra local, dependendo da concorrência. O que confunde mesmo são as vagas de rua, geralmente vagas de baliza, espalhadas pelas cidades. Na maioria das vezes elas são colour-coded: as brancas tendem a ser livres, as verdes e azuis pagas. Mas não é tão simples. Algumas áreas são reservadas para moradores da região que possuem uma permissão especial colada no vidro, outras tem horários restritos para não moradores. Algumas apesar de serem pagas, se tornam gratuitas em alguns dias e horários. Para descobrir só lendo as placas e a máquina de pagamento de cada estacionamento. Geralmente a placa e a máquina estão escritas apenas na língua local e geralmente aceitam apenas moedas de 0,10 a 2,00. Após desvendar os mistérios e conseguir um tíquete pago, coloque-o no painel do carro, visível pelo vidro e dê seu passeio, mas de olho no relógio! O valor é pago por hora, adiantado, e se sua hora acabar podem rebocar seu carro.

Outro detalhe é atentar para as placas temporárias, colocadas sempre que há algum evento especial, como corridas de rua, festas, etc, que podem tornar uma parte da rua interditada para estacionamento por um período específico. Leia com atenção, para não ter o carro rebocado.

Uma boa alternativa, pra quem gosta de andar e tem tempo livre, é procurar o parking de motorhomes das cidades. As cidades europeias, das grandes às pequenas, tendem a ter um parking não pago, fora da cidade, específico para motorhomes e campervans, equipados com tomadas e locais para troca de água desses veículos. Lá é possível estacionar qualquer carro, desde que haja vagas, sem pagar. O único detalhe é que são sempre bem afastados do centro, e se a cidade for grande a caminhada será longa. Sempre existe a opção de pegar um transporte público até o centro nesses casos, o que geralmente sai mais barato do que o estacionamento no centro, além de dar a tranquilidade de passear sem vigiar o relógio.

Farei outro post dessa série, sobre outras dicas práticas para road trips, como alimentação, uso de banheiros, e como lidar com o calor ou frio extremos. Mas por enquanto, o básico para pegar a estrada está aqui! E claro, sempre faça uma direção defensiva!!!! Existem loucos dirigindo por aí em todo canto! Segurança sempre!

 

Vivendo com pouco e aprendendo com muitos

(Texto de junho/17 – adiantamento por motivo de férias em julho!)

Estou aqui aproveitando uma semana de chuva, longe das minhas caminhadas, e já que estou indoors sigo com os outros projetos, muita leitura, muitos post escritos adiantados, muita escrita e pesquisa. Em julho faremos uma viagem longa, de carro, e ficaremos sem wi-fi por mais de duas semanas. Na volta contaremos aqui sobre tudo e certamente teremos muuuuuuitas fotos! E mais pra frente, até o final do ano, estamos com outros projetos que não sei classifico de ambiciosos ou despretensiosos. Contraditório? Sim! Fato é que queremos botar o pé ainda mais na estrada e viver “on the road” por um ou dois anos, quiçá mais, veremos.

Com esse plano, estou procurando tudo que posso sobre van, modificações, e todos as peculiaridades de uma vida ao ar livre. Já demos um upgrade nos equipamentos de camping, fogareiro, panelas, bolsa “geladeira”, e coisas assim. Agora estou selecionando lanternas, lampiões e ventiladores com recarga USB, e outros detalhes da vida nômade.

Nesse processo tenho me deparado com inúmeros blogger e vlogger que falam sobre suas diversas experiências, algumas nômades, outras não, mas todas certamente fogem do que hoje em dia chamamos de estilo de vida tradicional.

Por isso, enquanto não começamos nossa saga aqui, vou deixar algumas indicações das nossas pesquisas pra vocês lerem, assistirem e acompanharem também!

Um que me chamou muito a atenção foi a Jo Nemeth, australiana que atualmente vive sem dinheiro. O blog dela, o Jo Low Impact, está todo em inglês, mas é possível ter um resumo em português nesse artigo do The Greenest Post. O que eu mais gostei do blog da Jo é que ela mistura suas reflexões pessoais nos textos junto com as explicações de como tem sido essa vida sem dinheiro e de baixíssimo impacto ambiental. O estilo da escrita mostra como ela reage emocionalmente a todas as mudanças e é algo que me agrada.

Outro que super recomendo é o Livre Partida, da Mari e do Plácido. Eles estão fazendo uma viagem de volta ao mundo, em vários estilos. Já mencionei aqui o blog deles antes, recomendo seguir também nas redes sociais, FB e Insta, além do canal no Youtube. O que eu mais gosto no blog deles, além das fotos e vídeos incríveis, é que eles colocam toda a contabilidade deles lá, até o cafezinho, e com isso todos podem ter a ideia exata de com quanto dinheiro eles estão fazendo essa aventura. O lindo disso é que quem também quer se jogar na estrada pode ter uma noção muito boa de quanto vai gastar, caso siga o mesmo estilo. Outra coisa que amo nos posts e vídeos deles é a oportunidade de aprender com os erros e sucessos alheios. Eles são muito francos e honestos quando é para dizer o que não deu certo, seja equipamentos que compraram e não utilizaram, ou não gostaram, planejamento, ou qualquer outra coisa. E claro, pode confiar sempre que eles dizem que é bom e que deu certo, porque a honestidade e a alegria são sinceras!

Um outro blog que eu achei no pinterest é o Apure Guria, da Angie, uma designer com muitas cores de cabelo que faz viagens sozinha e dá dicas ótimas, além de ser muito alegre nos vídeos dela. As dicas dela são muito práticas e eu gosto muito dos vídeos dela de dicas, tipo 10 coisas para não esquecer de levar, Como arrumar uma mala internacional e outros do tipo, mas o que eu achei mais divertido é que ela também inclui os do que não levar! Então também é possível aprender com ela coisas que ela achou supérfluas, desnecessárias, etc! Gente, a vida é muito curta pra gente aprender tudo por tentativa e erro solitários né, vamos aproveitar que a comunicação global é algo ao alcance de muitos hoje em dia e fazer valer! Além disso ela também é adepta do “travel light”, um estilo que sempre buscamos aprimorar!

Existem milhares de outros sites e pessoas que acompanho, e já postei aqui em Dicas de Viagem, outros sites e páginas com dicas muito boas!

 

X Jocs Florals

Na semana passada, aconteceu aqui em La Seu D’Urgell a 10ª edição dos Jogos Florais (ou X Jocs Florals). Os Jogos Florais acompanham o dia de Sant Jordi (dia de São Jorge), que foi comemorado no domingo mesmo, e na segunda-feira seguinte, realizaram a cerimônia de premiação dos jogos. Esse evento é um dos mais famosos da cidade, e ainda que a cidade seja pequena, atraiu muita gente. Os Jogos Florais são uma competição literária, que acontece por várias partes da Europa, em especial a Espanha e a França. Aconteciam em Occitane, quando esse era falado, e tanto na França quanto na Espanha, acontecem em catalão nas regiões onde esse é o idioma cotidiano.

Além de enaltecer a literatura local, os Jogos têm o intuito de estimular e preservar a língua catalã, tornando-se, por isso, bastante importante para seus falantes. Em La Seu, esse foi o décimo ano dos Jogos e a cidade estava ainda mais animada. A Escola de  Formação de Adultos e Idiomas Oficial de La Seu – CFA La Seu, promove os Jogos e é lá que estudamos catalão.

Em março, quando eu e o André estávamos estudando essa língua há apenas 3 meses, nossa professora, Marta, nos convidou para participar, pois nessa décima edição incluíram uma categoria para iniciantes. OS Jocs Florals contam com 5 categorias: Englantina (relatos de até 3 páginas), Flor Natural (Poesia), Grandalla (Foto seguida de um título/comentário), Rosa (iniciantes) e Viola (micro contos, contos de cerca de 10 linhas). As categorias Grandalla e Rosa foram novidade.

No início estávamos bastante reticentes com a ideia de participar, pois mesmo considerando que a categoria é para iniciantes, estávamos estudando há apenas 3 meses, e a pouco mais que isso na cidade. Alguns dos nosso colegas já estão aqui há anos, ainda que estejam no nível inicial da língua catalã, uma vez que também é possível se comunicar em castelhano. Mas nossa professora insistiu, e acabamos enviando textos.

Cerca de um mês se passou, e então veio o dia da premiação. O espaço, uma antiga igreja, hoje um centro cívico e auditório, estava muito bonito, e chegamos cedo. Encontramos alguns colegas, alguns amigos da cidade e todo o evento começou. A diretora da escola e outros professores apresentaram, o prefeito teve sua fala, e uma convidada, doutora em língua catalã também. Comentaram as edições anteriores, o significado dos Jogos para a cidade e para o idioma. Trechos de poesia e literatura catalã famosos foram lidos, enfim, tudo conforme manda o figurino de um evento desse tipo.

Por fim, começaram a chamar as premiações, e faziam da seguinte forma, apresentavam um pequeno trecho do texto, e depois falavam o título e nome do autor, em seguida convidando-o para o palco e premiando-o. Cada categoria premiou 3 textos, menos a Englantina, que contemplou 4 ganhadores. OS prêmios de acesso e o primeiro prêmio. Aplaudíamos a cada nome revelado e estávamos bastante tranquilos.

Até a categoria Rosa começar. Revelaram o último prêmio acesso (equivalente ao 3º lugar), aplaudimos uma colega da outra classe. E aí, eis que reconheci na tela, desde a primeira palavra, o texto do André. Antes mesmo do nome ser revelado, eu já estava aplaudindo. Segundo prêmio acesso (2º lugar) na categoria Rosa. Fiquei emocionada e orgulhosa. Me imaginei da platéia tirando fotos dele! E antes mesmo que eu pudesse pensar nessas tais fotos ou em alcançar o celular, mudaram a tela, e li as primeiras frases do meu texto lá. Assim, na frente de todo mundo.

Pode parecer bem besta, pra quem tem um blog, ter vergonha de ver seu texto à mostra daquele jeito, mas confesso que mesmo depois de 3 anos de blog, cada publicar que eu clico vem com um frio na barriga! E ver aquela exposição pessoalmente foi um senhor desafio! Daqui eu sei que algumas pessoas me leem, mas eu não tô vendo vocês fazendo isso!

Fui receber meu prêmio, 1º lugar da categoria Rosa. Tiramos as devidas fotos oficiais. E voltei a me sentar com o coração disparado! Assistimos às demais premiações e ao final , chamaram todos os que inscreveram textos, em todas as categorias, para receber um pequeno vaso de flor (afinal, Jocs Florals, né) e tirar uma foto coletiva. Nesse ponto tive mais uma surpresa, pois logo na primeira categoria, Englantina (de relatos mais longos), me chamaram como participante. Eita! Descobri que meu texto concorreu também na outra categoria (a séria! hahahaha). De novo um disparada de batimentos, mas logo o palco encheu de gente, e eu fiquei “escondida” e mais tranquila, na multidão. Via o rosto do André lá do outro lado do palco e só pensava: “em que a gente se meteu?!”

Para encerar ouvimos a apresentação do coral local, do qual nossa professora faz parte, e foi muito bonito, e compartilhamos uns petiscos com os presentes. Voltamos pra casa incrédulos, e fomos revirar nossos prêmios, muito bons. Alguns livros, livreto do evento com os textos, o prêmio do André: duas entradas para um show de comédia, e o meu: um jantar para dois no restaurante do hotel chique local.

Ainda estamos processando. Mas a melhor parte foi ver nossa professora feliz. Me identifiquei. Agora quero poder compartilhar esse momento com meus alunos e ex(eternos)alunos. Se arrisquem! Mesmo em outro idioma! Faz um bem danado! A gente cresce, evolui, aprende! E a questão não é ganhar, mas o tempo que a gente dedicou, traduzindo, procurando palavras, corrigindo com a professora, percebendo que fizemos traduções literais e surreais de expressões em português, buscando entender como poderíamos fazer essas mesmas manobras no outro idioma.

Além da experiência de se sentir parte da comunidade local, conhecer uma tradição da cidade e fazer parte dela. Viver fora é também abraçar essas coisas, por menores ou maiores que sejam. E descobrir nos detalhes, nossas paixões.

Vou copiar os textos em catalão mesmo aqui, usem o tradutor ou mandem mensagens em caso de dúvidas!

Ambos são ficções. O do André ao estilo dele, com humor, sarcasmo e ironia. O meu, bem, como reminiscências “da menina”, histórias de Alice, de Clarice, histórias de mulher, de detalhes da vida cotidiana, de diário, de blog!

 

La cua i el drac 

André Pereira Paduan

Beowulf esperava el seu torn per ser atès, tiquet de tanda en mà. Els números avançaven, un per un, en una lentitud més aterridora que quasevol dels monstres amb què mai s’havia enfrontat. El futur en el qual de cop i volta havia despertat era molt diferent del seu temps primerenc, a la mateixa terra, mil·lennis abans. Tot eren regles, ordres i papers, molts papers. Va haver de canviar el seu mantell de pell per un abric sintètic, degut a la pressió dels defensors dels drets animals. Va haver de deixar la seva espasa i el seu escut perquè no tenia una llicència d’ús. I va haver de fer-se la documentacció perquè presentar-se com el rei de Gautas ja no era suficient o adequat. Trobava a faltar enfrontar-se a dracs i beure cervesa amb els seus soldats. Però, sobretot, sobretot, trobava a faltar no haver de fer cua.

 

El blog de la dona de ells molt bons ulls

Juliana de Almeida Reis Marra

Es van casar fa molt poc temps. El festeig havia estat molt curt. Es van conèixer en un viatge. Aviat van estar junts. S’estimaven molt. Ell era molt tranquil, no bevia, no fumava, no sortia. A l’inici, tots dos eren feliços amb poc, una pel·lícula, crispetes de blat de moro, un gos en un coixí, una xocolata compartida. Tots dos passaven molt de temps a l’ordinador. Treballaven amb l’internet. Llargues hores junts, però separats. Només el so ràpid de les tecles, d’ambdós costats. Feien passejades, viatges curts, campaments. Plaers petits i barats de la vida. Un gelat. Un posta del sol. Parlaven molt, i els temes de conversa fluien molt bé, i tot semblava tan correcte i tan simple, que no semblava real.

Un dia, a la recerca de noves lectures a Internet, ell es va trobar amb un blog fantàstic! Era el diari d’una dona aventurera. La forma descrivia el seu dia a dia el va fer somiar! A poc a poc la dona es va mostrar molt forta, independent, valenta, audaç, interessant, plena d’opinions polítiques, històries, viatges. Que increïble seria veure la seva vida! Semblava tan simple, però tan impressionant! El meravellós que seria viure la vida d’aquesta dona!

Ell va començar a somiar amb les aventures increïbles del blog i es va anar distanciant de la seva dona. Va començar a buscar a la seva pròpria vida aquestes petits coses emocionant, tot era tan bonic, però simple. On eren aquestes increïbles emocions que llegia al blog?

Un dia, sense poder-se aguantar més, va dir a la seva dona que necessitava parlar. No li havia dit res encara, però estava inquiet i necessitava saber l’autor misteriós, que amb simples paraules havia guanyat el seu cor. Ell mai l’havia vist, però l’admirava molt. Encara estimava la seva dona, però les llargues hores a l’ordinador no podien competir amb les meravelles que es descrivien al blog.

Ell va advertir-la que volia tenir una conversa seriosa, ella li va demanar uns minuts per acabar un text, feina que la va ocupar durant hores. Es va posar dreta darrere d’ella, i va llegir de dalt a baix el que estava escrivint.

En acabar, una mica espantat, ella li va preguntar a què es referia, de què volia parlar. Només li va prendre la mà i se’n van anar a menjar un gelat. Per el camí li va dir el molt que l’estimava i que mai havia conegut a ningú que veiés la vida amb tan bons ulls!

 

Passagens aéreas e custos de viagem

Muitas pessoas me perguntam sobre passagens aéreas e custos de viagem. O primeiro ponto importante é que viagem não é necessariamente sinônimo de luxo. Às pessoas acham que viajar significa não trabalhar, ter grana sobrando, e viver vida de rei. Não é bem assim. É claro que é possível trabalhar duro o ano todo, tirar alguns dias de folga e aproveitar pra se dar todo o luxo possível em troca. Algumas pessoas nem precisam disso tudo e podem simplesmente curtir um luxo a qualquer momento, mas a maioria só nas condições acima. Algumas pessoas não conseguem nem isso. Mas a minha especialidade, que desenvolvi desde a infância com as viagens com minha mãe e tenho especializado ao longo dos anos, primeiro sozinha e agora com o André, é o que eu chamo de viagem fuleira! E eu amo as viagens fuleiras!

Meu lema é ir sempre mais longe e por mais tempo!

Mas isso é uma opção pessoal. Não estou “vendendo” esse estilo. Acho que cada um deve viajar da forma que lhe convém, dentro do orçamento que cada um pode. Eu prefiro esticar meu tempo e dinheiro o máximo possível. Para isso, existem técnicas! E vou compartilhá-las porque mais gente pode se beneficiar também.

O primeiro passo é organizar sua rotina normal, fora da viagem e descobrir de onde dá pra cortar gastos, criando uma poupança-viagem. A minha preferida é comer em casa! Comendo em casa eu garanto muitas vantagens: alimentação real, saudável e mais barata. Comer em casa sempre sai um pouco mais barato do que na rua e com um pouco de planejamento sai muito mais barato. Uma alimentação baseada em vegetais e grãos também faz milagres! (Pra saúde e pro bolso!). Pesquise feiras e mercados, compre frutas e vegetais da estação, esqueça as bebidas industrializadas, elas são sempre o mais caro. Faça tudo em casa, sucos, sopas, chás gelados caseiros, e ande com suas garrafinhas! Tenha sempre água na mochila ou bolsa, isso vai te garantir uma economia bruta no fim do mês, além de ser muito mais saudável.

Outro ponto na rotina é trocar os deslocamentos próximos para a pé! Deixe o carro em casa, pule o ônibus e vá a pé sempre que puder. Saia mais cedo. Volte mais tarde e já garanta o exercício do dia. Sei que em muitas situações não é possível, por conta de clima, horário, segurança, distância, etc, mas faça os que puder. Já vai fazer diferença no bolso e na saúde. A terceira é cortar gastos com comidas e bebidas que não são essenciais. Essa é a mais difícil e polêmica, vou deixar como uma dica e não me levem a mal. Confesso que se colocarem no papel o custo de bebidas alcoólicas, cigarros, excesso de doces, e outros do tipo, vão perceber que muitas vezes eles pegam uma parte significativa do orçamento mensal, e da sua saúde. Mas sem radicalismos. Veja o que é bom pra você. Eu, por exemplo, não abandonei o açúcar ainda, (embora os demais sim). A ideia aqui é você “limpar” seu orçamento de gastos supérfluos e guardar uma graninha a mais!

Outro ponto é desde o começo do ano planejar seu calendário e organizar as folgas. Quem trabalha freelancer ou autônomo tem como se planejar pra folgas maiores, mas o planejamento precisa ser mais bem-feito, porque deve incluir guardar mais dinheiro. Quem tem emprego fixo vai precisar organizar bem o calendário, juntar com feriados, emendar e outras artimanhas, mas é sempre possível, desde que feito com antecedência. Eu geralmente indico que a poupança-viagem seja separada da poupança regular, assim, caso você tenha algum contratempo, imprevisto com carro, gasto a mais, pode optar por mexer na poupança e manter a viagem intacta ou o contrário. Claro, nem sempre isso é possível, mas ter o dinheiro separado especificamente para viagens ajuda muito o planejamento. Outra dica é evitar as dívidas. Em vez de jogar tudo no cartão parcelado e depois se enrolar e nunca conseguir viajar, guarde antes. Isso evita muita dor de cabeça e torna os sonhos mais concretos.

Em relação a viagem propriamente dita, um dos truques é começar já economizando na passagem. Geralmente encontro boas promoções e a melhor até agora foi a última, fizemos São Paulo – Barcelona, por US$150,00 o trecho, em voo direto pela Latam, com refeição vegetariana e tudo! Para as passagens, roteiros e hospedagem minha dica preferida é seguir outros blogs de viagem e vou citá-los aqui:

Passagens Imperdíveis

Quanto Custa Viajar

Melhores Destinos

Mochileiros

Hostel World

Booking

World Packers (onde você também pode trocar habilidade por acomodação)

BlaBlaCar (tem uma terminação do site para cada país, e é de caronas compartilhadas)

World Nomads (site primordialmente de seguros para viagens, mas com dicas também)

Decolar (esse muita gente conhece, mas poucos sabem que é possível criar um alerta de passagem, com seu destino preferencial, e receber por e-mail diariamente o menor valor do dia, assim da pra ter um bom acompanhamento de altas e baixas nos preços das passagens)

Um site que na verdade é sobre um empreendimento de vida e vou deixar como sugestão, para que vocês acompanhem, se surpreendam e descubram outras formas de viajar é o Livre Partida

Outro é o Walk Across Europe, que conta uma aventura fantástica e ainda mais radical.

Recomendo seguir as páginas nas mídias sociais dos sites de passagem e fazer o alerta do Decolar.com para e-mail. Caso prefira ir de carro, usar o BláBláCar pode ser uma boa. Tentamos em janeiro do ano passado, indo pra Floripa e depois pra Porto Alegre, mas acabamos não conseguindo por mudanças de dia/horário da viagem, e acabamos fazendo de ônibus. Para quem não conhece, é um site de caronas coletivas, ou seja, você registra pra onde vai, quando gostaria de contribuição em dinheiro para gasolina e quantos lugares vazios possui no carro, além de outros detalhes, como quanta bagagem pode levar, se aceita fumantes no carro ou pets. Aí as pessoas podem acessá-lo e caso ambos aceitem, podem trocar mensagens por whatsapp ou sms e combinar a carona. Você pode tanto oferecer a carona como procurar por uma no site. No Brasil ainda não é tão difundido, mas tem mais opções do que parece. Caso vá de ônibus eu sempre prefiro pegar a estrada à noite, assim você economiza uma noite de acomodação e não perde um dia de passeio. É cansativo, mas faz parte desse estilo de viagem, low cost.

Uma vez que a passagem esteja garantida, o próximo passo é pensar em acomodação. Consegui bons hostels e campings pelo Booking.com, e uma das maiores vantagens é ter o app e poder cancelar sem custo até 24h antes do check-in na maioria dos casos. Não tenha medo de se hospedar em hostels e campings, o pessoal que frequenta está acostumado com esse tipo de viagem, ajuda os novatos e recebe bem, e todos tem muito espirito coletivo. Esteja preparado para abrir mão de individualismos, os banheiros são coletivos, separados em homens e mulheres, mas geralmente muito parecidos com os de ginásios esportivos e academias. Muitos possuem também cozinhas coletivas, e esse é outro diferencial para fazer uma viagem de baixo custo, abrir mão dos restaurantes famosos! No caso dos hostels, muitos aceitam trabalho em troca de hospedagem, especialmente se for por uma temporada completa, e não alguns dias. No site do World Packers tem mais sobre isso. O Airbnb – https://www.airbnb.com.br/ pode ser uma boa opção também, especialmente caso vá com uma família grande ou grupo grande de amigos, e nesse caso o valor de uma casa ou apartamento dividido fica menor do que o da diária de um hostel ou camping, mas para até duas pessoas dificilmente compensa, se bem pesquisado. Acima disso já vale a pena.

Caso queira passar um tempo trabalhando fora, existem outras opções, como AuPair, Work Away e outros sites similares. Esses fogem da ideia de férias convencionais, e são mais para quem quer ficar uma temporada fora, conhecer outras culturas, conseguir acomodação e ficar pelo estrangeiro, ainda que trabalhando. E saiba que vai ter trabalho sim, e a remuneração é a hospedagem e (parte da) alimentação.

Uma outra opção, ainda mais baixo custo é o free-camping, ou seja, acampar em áreas que não são privadas e, em contrapartida, sem infra-estrutura. Nesse modelo contente-se com um banho de rio e uma fogueira, se muito. Para poucos dias pode ser muito divertido e barateia bastante a viagem. Outra opção é dormir no carro. No Brasil pode ser perigoso em muitas cidades, mas em rotas turísticas famosas, como Patagônia, Oeste do EUA, Caminho de Santiago de Compostela, e outras é mais comum. Para conhecer mais experiencias desse tipo leiam o post sobre o Pico da Onça do blog, e os blogs da Livre partida e Walk Across Europe!

Planejamento da comida é essencial. Caso o hostel ou família que o abriga (host family) ofereçam café da manhã, aproveite. Se não sentir muita fome pela manhã, embale e leve como lanche. Geralmente em viagem eu não almoço, no sentido tradicional de almoço grande e sentada normalmente à mesa, para economizar tempo de passeio e dinheiro. Costumo ir ao mercado local e comprar coisas para sanduíche, frutas, frescas e secas, sementes e castanhas, barrinhas de cereal, de frutas e de proteínas isolada, e taco tudo na mochila. Esses são meus lanches ao longo do dia. A noite procuro comer algo mais tradicional, especialmente se puder cozinhar. Geralmente em hostels e campings isso é fácil. O segredo é comprar coisas que deem sustância e energia para ir gastando no dia seguinte. Como ao longo do dia os lanches são mais leves, geralmente faço arroz com vegetais ou macarrão à noite, comidas que também são práticas para a fogueira. Geralmente evito “carne” de soja, mas em viagens curtas, especialmente camping, costumo levar, pois existem muitas opções enlatadas o que facilita e não requer fogo para serem preparadas. Nas viagens de free-camping geralmente levo algo como grão-de-bico e feijão em conserva e comemos frio mesmo, pois nem sempre dá pra garantir que vai sair uma fogueira.

Eventualmente vale a pena ir a um restaurante, especialmente se for algo único que não encontramos em outros locais, mas se render a fast-foods e restaurantes de redes tende a ser a pior opção, pois acabamos gastando muito e comendo mal. Comida de rua pode ser uma boa pra conhecer melhor a cultura local, mas os de estômago mais sensível podem sofrer com isso, e nos locais mais turísticos nem sempre é tão mais barato assim. Os lanches pre-preparados fazem muita diferença, e ande sempre com muita água. Evitar comprar água mineral em todo canto também da uma ajudada nas despesas. Lembre-se sempre de encher as garrafas de água onde estiver hospedado antes de sair pro dia.

Em viagens eu desligo o roaming do celular. Acaba com a bateria e com os créditos/conta. Se for pro exterior, compro um chip pré-pago local. E só uso pra emergências. Deixo pra me atualizar, dar notícias e postar fotos quando tenho Wi-Fi disponível. Geralmente acabo usando muito para ver mapas e localização, o que consome horrores de crédito, então existem algumas dicas nesse sentido. A primeira é comprar um bom e velho mapa do local em papel. Isso ajuda mais do que parece! A segunda é usar a opção de mapas offline, que consome memória, mas não bateria e internet, e já deixar os pontos que quer visitar salvos como favoritos no mapa offline no seu celular, o google maps oferece isso de graça.

Aliás, sempre gosto de viajar com o google maps antes de ir de fato. Ver o street view, já ter uma noção de como é a rua e a fachada do local onde vou me hospedar e dos endereços onde quero ir, assim, tendo esses anotados e na memória, ou no screen shot a vista de como se parecem, ainda que me perca, consigo achar os locais onde queria ir. Ainda não testei o uso de GPS para as trilhas e tenho muita vontade, mas fica pra quando comprar um. Para mapas, além do google maps, recomendo o wikilocs, especialmente pra offroads e trilhas, já mencionado em outros posts de trilhas aqui no blog.

Viaje leve! Em todos os sentidos. Leve o mínimo de bagagem possível! De preferência em mochila(s) e não mala. Mala de rodinha é bom pra chão de aeroporto, shopping e hotel. Arrastar aquelas rodinhas por calçadas irregulares de cidades históricas, chão de barro em camping, é loucura. Além disso, se você leva pouco e carrega tudo sozinho, a chance de comprar besteira diminui muito, porque você não vai ter nem espaço nem força pra levar os souvenirs. Antes de ir se planeje para lavar as roupas em algum local da viagem e com isso, levar o mínimo. Leve peças que combinem entre si. Esqueça tudo que não for essencial. Um casaco impermeável  é sempre uma boa pedida, mesmo que não seja chique. Um bom tênis de caminhada também. Eu optaria por um impermeável aqui de novo. Garantir os pés secos e o vento fora do peito é um excelente jeito de não ficar doente e aproveitar a viagem ao máximo!

Por fim é sempre bom ter uma fonte de renda para emergências. Ou uma grana em cash que você vai costurar do lado de dentro da calça e esquecer ali, ou um cartão de crédito, ou os dois. É essencial ter um pouco de dinheiro de emergência em cédulas porque já vi muita gente sofrer, especialmente em cidades menores, por não encontrar caixa eletrônico disponível no momento da necessidade. Isso sem falar que feiras, entradas de parques ambientais e o pagamento de muitas hospedagens comumente só são aceitos em dinheiro.

Mantenha seus pertences essenciais, como documentos e dinheiro em uma pequena bolsa, tipo doleira, longe das vistas e dentro das calças. Se for dormir em hostels sem locker com chave, durma com a doleira presa na cintura. Se te roubarem outras coisas, pelo menos com o dinheiro e os documentos você fica e se vira, nem que seja pra voltar pra casa. Não fique tirando dinheiro de lá em público. Mantenha um trocado na carteira, bolso ou bolsa e o restante na doleira. Faça a transferência em locais reservados. Caso vá se molhar, andar de roupa de banho, etc, deixe seus pertences em local de confiança. Leve sempre um cadeado bom para poder deixar os itens no locker do hostel, ou camping.

No mais, aprenda a usufruir de experiências e não de coisas! Aproveite a paisagem mais do que as fotos! Leia sobre onde está indo! Informe-se! Visite com calma, vá em locais menos turísticos, converse com locais. Aprecie o por-do-sol. Ande a pé. Veja as cidades de perto, sinta seu cheiro. Compre ingressos de locais famosos com antecedência. Evite perder tempo de viagem em filas. E por último, use calçados resistentes e extremamente confortáveis!

A vida pode ser muito boa e também fuleira! Aprenda a ter prioridades. Não é só de táxi e hotel 5 estrelas que se viaja. Existem inúmeras opções e um tamanho para cada bolso. Planejamento é tudo! No mais, só a paixão por viajar sempre!