Sobre

Quando me faltou aquela que era minha ouvinte, descobri no papel a redenção.

Sou do tipo que precisa compartilhar os pensamentos, os gostos, os mimos e tudo aquilo que me fascina. O que antes era um compartilhamento natural, parte da minha rotina familiar diária, migra agora para esse blog, para o mundo. E as palavras, que são maravilhosas, deixam de ser de quem às fala, após deixarem os lábios. Cuidem, então, de minhas palavras, que não são ditas para serem ouvidas, mas sim pela necessidade intrínseca de dizê-las. Abro a alma, porque a felicidade não precisa ser clandestina. E foi por meio da música e das palavras que a felicidade me reencontrou na vida.

Aqui, o eventual leitor encontrará nada mais e nada menos que uma janela para minha alma. Contos, reminiscências, resenhas, pequenos textos que são resenhas disfarçadas de contos, trilha sonora, belas imagens, relatos de viagens, receitas e comidas, memórias e desejos futuros, e tudo aquilo que me cativa, compõem esse espaço. Somos responsáveis por tudo aquilo que cativamos. Espero, por isso, que minhas palavras sejam encaradas com a leveza e o respeito de quem abre a alma para o mundo. Não tenho intenções de julgar, enquadrar ou categorizar o universo, apenas de me compartilhar. Sopro minhas palavras ao vento. Quem sabe elas encontrarão outras almas sedentas de luz?!

Bem vindos!

 

“Não sei quantas almas tenho

Não sei quantas almas tenho.
Cada momento mudei.
Continuamente me estranho.
Nunca me vi nem achei.
De tanto ser, só tenho alma.
Quem tem alma não tem calma.
Quem vê é só o que vê,
Quem sente não é quem é,

Atento ao que sou e vejo,
Torno-me eles e não eu.
Cada meu sonho ou desejo
É do que nasce e não meu.
Sou minha própria paisagem;
Assisto à minha passagem,
Diverso, móbil e só,
Não sei sentir-me onde estou.

Por isso, alheio, vou lendo
Como páginas, meu ser.
O que segue não prevendo,
O que passou a esquecer.
Noto à margem do que li
O que julguei que senti.
Releio e digo: “Fui eu ?”
Deus sabe, porque o escreveu.” – Fernando Pessoa

 

 

 

One thought on “Sobre

  1. A alma imortal. É tudo que temos, onde guarda todo o sofrimento, toda a felicidade, tudo que vivemos e todos os lugares por onde passamos. Ela nos leva à outros planos, mesmo que nossa consciência não lembre. É vida eterna, é morte terráquea. Ela continua, viva, para aprender e evoluir ainda mais. Pouco nos conhecemos para sabermos que nos encontramos, aqui ou acolá, às vezes, por vezes nem tanto. A vida continua a pulsar.

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